terça-feira, 8 de agosto de 2023

EX02 - Sinalizador de Garagem 60S com CLP Clic WEG

O sinalizador de garagem tem como finalidade indicar a presença de entrada e saída de veículos. O luminoso aciona de forma intermitente, avisando os pedestres que circulam nas mediações.

Figura 01 - Sinalizador de Garagem 60S.
O comando de um sinalizador de garagem entra em operação ao acionar S2 ( Botoeira Verde) e fica no ciclo automático (vermelho - 1 segundo, amarelo - 1 segundo. O desligamento do sinalizador de garagem ocorre após 60 segundos.
A resolução N°38, de Maio de 1998 do CONTRAN estabelece que as entradas e saídas de oficinas, estacionamentos e/ou garagens de uso coletivo devem, obrigatoriamente serem identificadas por sinalização com luzes intermitentes.

Neste exercício iremos converter os acionamento por chaves em lógica acionamento "ladder", onde os diagramas de contatos da linguagem ladder são representados por uma imagem gráfica, formada por duas linhas verticais que simbolizam a fonte de alimentação em que serão inseridas linhas de programação. Vale destacar que entre as duas linhas são desenhados ramais horizontais dotados de chave, a fim de identificar a situação das entradas e controlar as saídas do CLP.

O diagrama do Sinalizador de garagem com contatores e temporizadores está disponível em : 16_04_33 Sinalizador 60s

Diagrama elétrico do Sinalizador de Garagem com CLP Clic WEG estará disponível em:  26_07_02 Sinalizador de Garagem com CLP Clic WEG .

Diagrama Ladder de Sinalizador de Garagem com CLP Clic WEG está disponível em:  26_07_02 Sinalizador de Garagem com CLP Clic WEG .

© Direitos de autor. 2026: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2026.

domingo, 6 de agosto de 2023

EX01 - Acionamentos direto, indireto, retentivo e temporizado com CLP Clic WEG

Figura 01 - Acionamentos: Direto, Indireto, Retentivo e Temporizado.
 Botoeiras são chaves elétricas acionadas manualmente que apresentam, geralmente, um  contato aberto e outro fechado. De acordo com o tipo de sinal a ser enviado ao comando elétrico, as botoeiras são caracterizadas como pulsadoras ou com trava e podem ser usadas para acionamento direto, indireto, retentivo e temporizado.

Neste exercício iremos converter os acionamento por chaves em lógica acionamento "ladder", onde os diagramas de contatos da linguagem ladder são representados por uma imagem gráfica, formada por duas linhas verticais que simbolizam a fonte de alimentação em que serão inseridas linhas de programação. Vale destacar que entre as duas linhas são desenhados ramais horizontais dotados de chave, a fim de identificar a situação das entradas e controlar as saídas do CLP. 

As principais simbologias utilizadas na programação:
  • Contato aberto (NA): dispositivo que em estado de repouso interrompe a condução de energia.
  • Contato fechado: diferentemente do contato aberto, permite que a energia seja conduzida mesmo em estado de repouso.
  • Bobina: entra em funcionamento por intermédio da combinação dos contatos.
  • Bobina SET: quando em funcionamento, só é possível desativar pelo comando de reset.
  • Bobina RESET: é empregada para desativar uma bobina SET previamente ativada.
Vale destacar que o objetivo dessa linguagem é representar graficamente um fluxo de energia virtual entre duas barras verticais energizadas. Desse modo, o circuito é movimentado do polo positivo (posicionado à esquerda) em direção ao negativo (linha vertical direita). 

Diagrama elétrico de Acionamentos por Botoeiras em 24V está disponível em:  23_07_01 Acionamentos por Botoeiras em 24V .

Diagrama elétrico de Acionamentos por Botoeiras com CLP Clic WEG estará disponível em:  26_07_01 Acionamentos por Botoeiras com CLP Clic WEG .

Diagrama Ladder de Acionamentos por Botoeiras com CLP Clic WEG está disponível em:  26_07_01 Acionamentos por Botoeiras com CLP Clic WEG .

© Direitos de autor. 2026: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 20/07/2026. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Aula 06 - Programação do Clic 02 Edit - Ladder

Figura 01 - Clic02
Esta aula tem como intenção dar uma noção inicial do uso de Clic 02, assim como de algumas funções básicas que são realizadas pelo Ladder. Clic 02 Edit é um simulador de CLP da empresa Weg. Através desse programa é possível simular o funcionamento de um CLP usando as linguagens Ladder ou em Diagrama de Blocos.
No CLIC02 além da possibilidade de programação por PC/Notebook também é possível realizar a programação a partir de seu display frontal não necessitando obrigatoriamente de um notebook para isto.
O fato de se tratar de um rele programável e não de um CLP propriamente dito faz com que tenhamos que nos atentar no momento da programação e levar em consideração algumas de suas limitações:

  • Possui capacidade de 200 linhas de programação LADDER ou 99 blocos lógicos de função;
  • Quando trabalhando com LADDER cada linha de programação suporta no máximo 3 contatos e uma bobina;
  • Possibilita a configuração de no máximo 44 pontos de entradas e saídas digitais;
Figura 02 - Tela inicial Clic02
Observe que a programação LADDER via display representa os contatos abertos com letras maiúsculas e os contatos fechado com letras minúsculas, por exemplo: a entrada digital pode der expressa pelo endereço I01 (contato aberto) ou i01 (contato fechado), o mesmo se aplica para os demais contatos.


Para iniciar a utilização do Clic 02 é necessário escolher a linguagem a ser usada. As opções são Ladder e Diagrama de Blocos como na figura 01. Em nosso curso, iremos utilizar apenas o Ladder. Na tela inicial pode-se escolher em ir a Arquivo → Novo → Novo LAD ou clicar no ícone “Novo Documento Ladder”.

Após a abertura da tela a seguir vá em Arquivo → Novo.
A seguir, aparecerá uma tela com diversos tipos de CLP’s existentes, figura 02.
Figura 03 - Escolha do CLP.
Escolha o CLP de acordo com o que você quer simular. Atente principalmente para o número de entradas e saídas do CLP.
Caso for aplicar realmente o programa, escolha exatamente o CLP que você vai usar. Note que todas as informações como alimentação, entradas, saídas, etc, são informadas em especificações. Pressione o botão OK. Agora aparecerá a tela onde é feita a programação.

Ambiente de desenvolvimento
A tela de desenvolvimento possui todas as informações necessárias na própria tela e de fácil acesso. Na figura 03 temos:
(1) Barra de Menu – Contém todas as funções do software.
(2) Barra de Atalhos – Contém as funções principais do programa.
Figura 04 - Ambiente de desenvolvimento.
(3) Área de Memória – Exibe todos os valores dos elementos existentes.
(4) Área de Programação – Área onde é feita a programação.
(5) Capacidade – Número de componentes que podem ainda ser postos no programa.
(6) Componentes – São os elementos usados na programação.
Os componentes de Programação são:
(6.1) I e X : Entradas
(6.2) Q e Y : Saídas
(6.3) M : Memória
(6.4) T : Temporizador
(6.5) C : Contador
(6.6) A : Preenchimento de linha horizontal
(6.7) L : Preenchimento de linha vertical
Figura 05 - Área de Memória.
Barra de Menus / Barra de Atalhos
(1) New – novo arquivo.
(2) Open – abre um arquivo.
(3) Save – grava o arquivo.
(4) Print – imprimir o arquivo.
(5) Print preview – visualizar impressão.
(6) Keypad – versão de simulação como se estivesse com o CLP Real.
(7) Ladder – versão de simulação em que se observa o código Ladder.
(8) Run – executa a simulação.
(9) Quit – para a simulação.
Área de Memória - Nesta área pode-se observar todos os elementos do CLP com seus valores. Quando o valor for 1 a representação é feita através de um asterisco.
Área de Programação - A área de programação é dividida em quadrados. Em cada quadrado é possível colocar apenas um elemento. Na última coluna somente é possível colocar os elementos que receberam um valor como as saídas, memórias, temporizadores e contadores.
Durante a simulação o programa executa lendo o código da esquerda para a direita de cima para baixo.

Uso do Ladder

Figura 06: Exemplo de programação
Ladder com CLP - Clic 02
Exemplo 1 : Contato de Entrada e Saída são elementos principais do CLP. Durante a simulação é possível controlar as entradas pelo Input Status Tool (“Ferramenta de Status de Entrada”). Os elementos possíveis de controle estão nessa janela com os valores On(1) e Off(0).
Para este 1° exemplo façamos como a figura 05.
Observe que ao inserir o I aparece a tela conforme figura 07:
Figura 07  - Configuração de entradas.
As opções de modificação são a escolha do contato (I, X, Q, Y, M, C, T), o número do contato e o tipo do contato (normalmente aberto ou normalmente fechado).
Ao adicionar a saída deverá aparecer a tela conforme figura 08:
Nas saídas há mais opções para a configuração. Neste exemplo poucas opções são habilitadas, temos: o tipo de saída (Y, Q, M, C, T), o número para identificação e o tipo de saída (normal, set e reset que serão vistos mais à frente).
O Software Clic02 Edit inclui um simulador incorporado para testar e eliminar erros dos programas facilmente sem a necessidade de transferir o programa ao controlador. Para ativar o modo de simulação, clique no ícone RUN.
O programa é mostrado em modo simulação, na figura 09, identificando as características significantes disponíveis.
Para simulação execute o programa com o botão Run. Observe que no trecho intermediário a linha ficou verde. Isso indica que o trecho pode conduzir, considerando um esquema elétrico.
Clique para alterar o valor da I1 para 1. Note que o contato I1 ficou verde indicando que há um fluxo de corrente lógica chegando em Q1 e fazendo que
Figura 08 - Configuração de saídas.
o mesmo também fique da cor verde e com valor de 1.
Exercício 01: Modifique em I1 o tipo do contato, para isso o programa deve estar parado e basta dar dois cliques no contato I1 e alterar o valor desejado. Execute o simulador. O que aconteceu?
Em alguns momentos é necessário que se retenha uma saída energizada mesmo que a entrada venha a ser desligada. Há duas maneiras principais para a auto-retenção. A primeira chama-se Selo. A seguir um esquema com o contato de Selo.
Exercício 02: Monte o esquema com o contato de Selo e execute imaginando que I1 é o seu botão de ligar e I2 o de desligar e Q1 quando ativo (1) faz com que um motor funcione. Não esqueça que um botão depois de ser pressionado volta ao seu valor original.
Pressione primeiro o I1 (e volte no valor original) e depois pressione o I2. (Voltando também ao valor original). O que aconteceu?
Outra maneira de retenção é o set e reset nas saídas.
Exercício 03: Monte o esquema anterior, considerando que o primeiro Q1 deve ser escolhido na sua configuração com a opção set, para sua identificação e saída é apresentada com uma seta para cima. Para Q2 escolha o reset. Execute o programa semelhante ao exemplo anterior.
Figura 09: Simulação de programação
Ladder com CLP - Clic 02
Exercício 04: A memória usada é uma área em que o CLP utiliza como um relé interno, ou seja, não se tem acesso como as entradas e saídas ela apenas é usada dentro do CLP.
Controle o valor de I1 e note na 1ª linha que este valor é passado para M1 e na segunda linha M1 passa o valor para Q1.

O arquivo pode ser baixado em: Introdução á programação utilizando o Clic 02 Edit WEG .

O software Clic_02_Edit pode ser baixado em: Clic 02 Edit WEG .

Apostila Automação pode ser baixado em: Automação de processo industriais .

© Direitos de autor. 2019: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/05/2019

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Aula 05 - Nomeclatura e Simbologia de referência para CLP

Em todos os diagramas elétricos, cada componente possui um nome de referência. Esta nomenclatura nos ajuda quando desejamos procurar algum elemento no diagrama elétrico. Como padronização, o nome dos elementos utilizados no diagrama Ladder geralmente possui as mesmas identificações utilizadas no projeto elétrico. Normalmente, a identificação dos elementos começa com caracteres, e é seguida de números.
Ao longo do tempo, foram desenvolvidas muitas facilidades para o nome dos elementos, porém as abreviaturas utilizadas nos primórdios da programação continuam sendo aplicadas ainda hoje. No quadro temos a relação das nomenclaturas utilizadas na maioria dos casos.
Apesar de esta nomenclatura ainda ser utilizada, não significa que devemos manter essa prática. Cada empresa ou projetista pode desenvolver seu próprio padrão de nomes. No caso de mais de um elemento igual, como, por exemplo, o contator – K, podemos utilizar a sequência numérica, do tipo K1, K2, K3, e assim por diante.
Para um bom projeto de automação, é importante o desenvolvimento de um guia utilizando as ferramentas da informática, bem como de uma planilha eletrônica para gerar um mapeamento de memórias em que constem todos os elementos utilizados dentro do CLP. Essa prática evita que um novo programador cause sérios danos ao sistema quando realizar alterações.

A parte 1 da tabela conta com os simbologia de Atadores Pneumáticos: de simples ação, dupla ação, com haste passante, etc...
A parte 2 da tabela conta com os simbologia de Válvulas Direcionais pneumáticas e hidráulicas de diversos modelos.
A parte 3 da tabela conta com os simbologia de Válvulas de Bloqueio e Fluxo pneumáticas e hidráulicas de diversos modelos.
Na parte 4 da tabela conta com os simbologia de Válvulas de pressão, unidades de conservação e os motores pneumáticos e hidráulicos de diversos modelos.
Na sequência temos o tipos de acionamento musculares, elétricos, pilotados e mecânicos.
A simbologia elétrica é composta de: Contatos, Sensores, Relés e Sinalizadores.

Os símbolos elétrico utilizados em Comandos Elétricos e Eletropneumática está disponíveis no links abaixo: 09_05_018 Símbolos de Eletropneumática.

© Direitos de autor. 2016: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 27/07/2023.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Aula 04 - Controle de entradas e saídas do CLP

Um CLP pode ser representado basicamente por 3 partes que são: os módulos de entradas, a unidade de processamento (CPU) e os módulo de saída.

Durante o seu funcionamento o CLP realiza uma seqüência de operações denominada de ciclo de varredura. Quando o CLP é ligado um programa semelhante a BIOS de um computador faz a verificação geral de vários itens tais como reconhecimento dos módulos de entradas e saídas ligadas ao CLP, estado da memória (verifica se existe um programa de usuário instalado).
A este processo é dado o nome de inicialização. Se todo o hardware (parte física do CLP) está em condições e se existe um programa de usuário instalado o programa de inicialização inicia o programa do usuário e, a partir daí, começa a realizar um ciclo repetitivo denominado de ciclo de varredura que consiste em verificar o estado das entradas e saídas, armazenar esta leitura na memória (imagem das entradas e saídas), fazer a comparação desta imagem com o programa do usuário e atualizar as saídas caso a imagem esteja diferindo do programa.
O fluxo de informações em um circuito de controle com CLP, é sempre indicado da Entrada  (Input) para o CLP (Lógica) e do CLP para a Saída (Output). Todos os equipamentos ligados no campo podem interagir com o CLP. Os equipamentos que assumem apenas o estado ligado (1) ou desligado (0) são considerados pontos discretos.
Os pontos discretos digitais podem ser caracterizados de duas formas: Entradas digitais e saídas digitais. Entradas digitais são responsáveis por receber a informação do campo para dentro do CLP, informando se estão ligados ou desligados (abertos ou fechados). São exemplos de entradas digitais: botoeiras, chaves fim de curso, sensores de proximidade indutivos ou capacitivos, chaves comutadoras, termostatos e pressostatos.
Saídas digitais são responsáveis por enviar a informação interna do CLP para o campo, informando se o equipamento deve ligar ou desligar (abrir ou fechar). São exemplos de saídas digitais: os atuadores do tipo acionamento de motores, comando de válvulas, lâmpadas, bobinas de solenóides, bobinas das contatoras, e bobinas de relés, entre outros.
As saídas digitais admitem apenas dois estados: ligado e desligado. Com elas, podemos controlar dispositivos do tipo: reles, contatores, relés, solenoides, válvulas, inversores de frequência, etc.
As saídas digitais podem ser construídas de três formas básicas: saída digital a relê, saída digital 24 Vcc e saída digital à triac. Nos três casos devemos , também é de prover o circuito de um isolamento galvânico, normalmente opto-acoplado.

As entradas , pode ser ativadas manualmente por botoeiras ou automaticamente  por sensores de posição. 
O CLP, é responsável por "tomar decisões" de acordo com as instruções programadas e atuar às saídas.
As saídas geralmente possuem interfaces de relé que ativam os controles através de válvulas pneumáticas, circuitos hidráulicos ou contatores para energizar motores.
Assim, a análise para determinar a forma como o nosso sistema funciona é necessário saber o que desejamos mover, no exemplo iremos abrir ou fechar uma porta de correr com um atuador pneumático de dupla ação. Além a circuito de controle será necessário O circuíto de potência Hidráulico ou Pneumático.
O CLP é visto como uma unidade de controle, sua bateria interna é capaz de manter o programa de operação salvo mesmo quando o CLP está desligado.
É necessário a conexão do CLP a uma fonte de alimentação com a mesma referência dos elementos que estão a no controle (sensores, botoeiras, etc.).
O programa vai fazer com a ativação desses sinais de entrada modifique as saídas que se comportam como desejamos para mover as máquinas.
Alguns micros CLP's têm na parte frontal teclas para programação e um visor para indicar as instruções, neles não é necessário utilizar o computador para o programar.
Os micros CLP geralmente tem 8 entradas e um terminal comum a todas as entradas, o terminal comum é normalmente marcado com as letras "COM" se assim neste terminal liga o neutro. O micro PLC normalmente têm 4 conexões de saída que podemos fechar ou abrir seu contato interno, conforme indicado pelo programa.
Além do diagrama elétrico devemos elaborar o mapeamento de entrada e saída do CLP, como exemplo temos:
Elemento de campo. Endereço. Características.
S0 - I1 -Botoeira de comando NF;
S1 - I2 - Botoeira de comando NA;
S2 - I3 - Botoeira de comando NA;
CLP -   - CLP Logo 24RL - entradas 24 Vcc e saídas relé;
K1 - Q1 - Contator 220V;
K2 - Q2 - Contator 220V.

© Direitos de autor. 2015: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 31/03/2015

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Aula 03 - Controlador Lógico Programável

O Controlador Lógico Programável – CLP – nasceu dentro da General Motors, em 1968, devido a grande dificuldade de mudar a lógica de controle dos painéis de comando a cada mudança na linha de montagem. Tais mudanças implicavam altos gastos de tempo e dinheiro.
Sob a liderança do engenheiro Richard Morley, foi preparada uma especificação que refletia as necessidades de muitos usuários de circuitos e relés, não só da indústria automobilística como de toda a indústria manufatureira. Nascia assim um equipamento bastante versátil e de fácil utilização, que vem se aprimorando constantemente, diversificando cada vez mais os setores industriais e suas aplicações.

O CLP foi concebido na indústria para substituir os quadros de relés de um circuito elétrico sequencial ou combinacional para o controle industrial de máquinas, equipamentos ou processos.
Pode considerar-se um sistema automatizado como sendo constituído por dois grupos: a parte operativa e a parte de comando.
As lógicas que compõem o programa interno do CLP são criadas pelo usuário (programador), utilizando um software de programação dedicado, desenvolvido pelo fabricante do equipamento e instalado em um Computador Pessoal (PC).
Vantagens do CLP em relação à circuitos de comandos eletromagnéticos: Menor espaço; Menor consumo de energia elétrica; Reutilizáveis; Programáveis; Maior confiabilidade; Maior flexibilidade; Maior rapidez na elaboração dos projetos; Interfaces de comunicação com outros PLC’s e computadores.

Os primeiros controladores foram introduzidos no início dos anos 60, com o passar do tempo, surgiram no mercado os controladores reprogramáveis, o que ocasionou um passo muito grande para a evolução da automação. Como a aceitação desses equipamentos crescia cada vez mais, houve a necessidade de controladores maiores e mais potentes.
A maioria dos fabricantes respondeu à altura, criando linhas de pequeno porte (50 - 100 pontos de E/S), de médio porte (150 - 500 pontos de E/S) e de grande porte (500 - 4000 pontos de E/S). Geralmente, os modelos não eram compatíveis uns com os outros. Esses problemas foram sanados com a introdução dos protocolos de comunicação abertos por meio de canais de comunicação serial.
Nos anos 90, o mercado se desenvolveu e se tornou ainda mais forte, pois entraram em cena os controladores para microaplicações (menos de 50 pontos de E/S), o que exigiu uma redução de tamanho e de custos por parte dos fabricantes de controladores. 
Hoje, são muito utilizados os conceitos de remotas distribuídas pelo campo (controle distribuído) e uma CPU em uma sala de controle. Esse tipo de controle provém da tecnologia dos sistemas do tipo SDCD (Sistema Digital de Controle Distribuído), muito utilizado ainda hoje pelas indústrias químicas e petroquímicas. Com o avanço das redes de comunicação com velocidades cada vez maiores, existe a possibilidade de os CLPs de diversos fabricantes trocarem informações entre si, e também com outros equipamentos.

© Direitos de autor. 2017: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 28/02/2017

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Aula 02 - Evolução da Automação Industrial

A automação surgiu como o caminho para a redução da participação da “mão humana” sobre os processos industriais. Podemos dizer que a utilização em larga escala do moinho hidráulico para fornecimento de farinha, no século X, foi uma das primeiras criações humanas com o objetivo de automatizar o trabalho, ainda que de forma arcaica.
Com a ajuda do inventor James Watt, a máquina a vapor se tornou mais eficiente, com a implantação do regulador de velocidade.
As primeiras máquinas movidas a eletricidade surgiram em meados do século XIX, graças a esforços de diversos pesquisadores – entre eles Michael Faraday e André-Marie Ampère – que estudaram a utilização da eletricidade e do magnetismo em conjunto, levando ao desenvolvimento de motores que, conectados a sistemas elétricos, acionavam alavancas.
O conceito de automação foi instituído nos Estados Unidos apenas em 1946, nas fábricas automotivas e, atualmente, o termo significa qualquer sistema que utilize computação e que substitua o trabalho humano com o intuito de aumentar a velocidade e a qualidade dos processos produtivos, a segurança dos funcionários, além de obter maior controle, planejamento e flexibilidade da produção.
Embora o microprocessamento tenha sido comercializado apenas a partir dos anos 1960, foi nesse período que surgiram os primeiros robôs mecânicos a incorporar sistemas de microprocessamento e unir tecnologias mecânicas e elétricas.
Até o final da década de 1960, as empresas automobilísticas produziam em massa, com rapidez e qualidade, mas não ofereciam muitas opções para os clientes, já que a linha de produção não era flexível. A solicitação de um carro com acessórios específicos ou com uma cor diferente da disponível para pronta entrega poderia levar muitos meses para ser produzida, por exemplo.
Percebendo a necessidade do mercado, a General Motors (GM), nos Estados Unidos, solicitou à empresa Allen-Bradley que confeccionasse um produto que conferisse versatilidade à produção. A empresa, que já produzia contatores e dispositivos elétricos, desenvolveu, em 1968, o equipamento chamado Controlador Lógico Programável (CLP), que substituiu os antigos relés e permitiu fazer modificações rápidas no processo produtivo.
À medida que o CLP foi incorporado nas indústrias, evoluiu e adquiriu novas funções e é hoje capaz de executar sequenciamento, temporização, contagem, energização/desenergização e manipulação de dados, regulação PID, lógica fuzzy, entre outras funções. Os CLPs podem ser programados por meio de computadores, são adequados para os ambientes industriais – muitas vezes inóspitos – e possuem linguagem amigável.
A automação foi aplicada, a princípio, em indústrias automobilísticas e petroquímicas. De lá para cá a tecnologia se disseminou para outras áreas, como indústrias alimentícia, química, petroquímica, siderúrgica, automotiva e associadas (pneus, borracha, etc.).

Este arquivo poderá ser baixado em: 16_01_001 Evolução da Automação Industrial.

Direitos de autor. 2017: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 15/01/2017

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Aula 01 - Breve análise das questões abordadas no filme Tempos Modernos

Tempos Modernos foi produzido no ano de 1936 e se constitui em uma das mais expressivas críticas que o cinema promoveu, tendo como tema central a Sociedade Industrial Capitalista. 
O filme inicia mostrando ao fundo um grande relógio, o símbolo maior dos Tempos Modernos, "Time is money" é um dos principais lemas do capitalismo. Logo no início do filme vemos um rebanho de "gado-gente", correndo desesperado para o abatedouro-fábrica. 
Chaplin não esconde sua visão da bestialidade humana. Gente que se submete a viver amontoada, sem propósito, como gado domesticado. Mais do que o capitalismo, critica profundamente a sociedade industrial, seu ritmo alucinante, a falta de qualidade de vida e seus propósitos irracionais. Evidencia que a velocidade da máquina não pode ser a velocidade do ser humano, sob pena de não termos mais seres humanos, apenas bestas humanas.
Ele aprofunda ainda mais esta sua crítica ao abordar, com detalhes, a questão da linha de montagem e suas seqüelas desastrosas na psique humana. O esforço humano em trabalhar como um relógio, dentro de um sistema de repetição mecânica, contínua e cronometrada, acaba por levar a pessoa a ficar com sérios problemas neurológicos e psicológicos. Os mais fortes acabam sobrevivendo como se fossem máquinas, em um cotidiano sem esperança, criatividade ou alegria, onde a única atividade é a repetição de um par de gestos mecânicos simples. 
Um dos pontos cruciais da obra-prima de Chaplin diz respeito à questão do consumo e a expectativa que a sociedade industrial traz para as pessoas quanto à posse do maior número possível de gêneros. Carlitos e sua namorada, quando entram em uma Loja de Departamentos pela primeira vez em suas vidas, primeiramente vão até a confeitaria saciar a fome e a sede, para logo em seguida se dirigirem ao quarto andar, onde estão os brinquedos. Da infância feliz que não tiveram, passam para as roupas e móveis, que como adultos também jamais terão condições de possuir. Ao casal pobre resta o consolo de sonhar. Para um sistema que se diz de Pleno Consumo, eis aí uma crítica forte e consistente.
Chaplin reforça a frustração do não consumo em uma sociedade baseada no consumo, quando o seu personagem propõe à namorada pensar como eles seriam felizes morando em uma casa de classe média. Idealiza um casal feliz, com fartura à mesa. Tudo ilusão, é claro! Pois, para a classe a que pertencem, sobra no máximo um barraco velho e abandonado na periferia da cidade.
Ponto importante para reflexão, são as respostas diferentes que os vários personagens deram diante das dificuldades que enfrentaram durante o período de recessão que os EUA vivenciaram na década de vinte, a Grande Depressão. Enquanto a menina promovia pequenos furtos, seu pai procurava emprego honestamente, ao mesmo tempo em que participava dos movimentos operários que tinham como objetivo pressionar o Estado a resolver a crise econômica. Já Carlitos, por ser mão-de-obra não especializada, diante da realidade crua do desemprego, optou por se esforçar ao máximo para ficar na cadeia, onde pelo menos tinha garantida moradia e alimentação. Seu amigo Big Bill, que trabalhou com ele na linha de montagem apertando parafusos, ao ser despedido, acabou optando pela marginalidade mais radical, se juntando a outros desempregados armados para assaltar a Loja de Departamentos. O caminho trilhado pelos excluídos vai do pequeno furto ao assalto à mão-armada, e Chaplin mostra desta forma como esta marginalidade é construída socialmente. 
 Além do que, para aumentar a dificuldade do trabalhador, com novas tecnologias sendo incorporadas cada vez mais rapidamente ao processo produtivo, ou ele especializa sua mão-de-obra ou se torna um excluídos da sociedade. Chaplin mostra bem essa dificuldade quando Carlitos fica no emprego que conseguiu no estaleiro apenas dois minutos. 
Nenhuma outra obra de arte conseguiu expressar melhor este sentimento de impotência que a maioria oprimida sente diante dos mecanismos impessoais do sistema capitalista-industrial, como no quadro em que Carlitos é literalmente tragado pela grande máquina. Cena bela e extraordinariamente repleta de significado: o homem moderno absorvido por completo, de forma paralisante, pelas engrenagens do sistema. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2022